“Não perdi meu tempo nem meu dinheiro. Passei a ser uma glória nacional e, ao saltar no cais Pharoux, recebi uma ovação de todas as classes sociais e o presidente da república, dias depois, convidava-me para almoçar em sua companhia.”
Lima Barreto
O homem que sabia javanês


Editora Cais Pharoux lança novo livro de Horácio Soares Neto

O TIRO E O ALVO. Aforismos para resolução de problemas de negócios.

O Tiro e o Alvo

RESOLVER UM PROBLEMA É MUDAR DO ESTADO PRESENTE, supostamente indesejado, para um estado futuro, melhor. Se por um lado, o estado presente existe e é real, o alvo da mudança tem que ser desvendado ou inventado. Este é o maior desafio para se resolver um problema.

Acontece que, nos dias de hoje, há excessiva preocupação em se armar tecnologicamente para o tiro e pouco interesse na investigação profunda do alvo. Resultado: problemas mal formulados e projetos que são verdadeiras “balas perdidas”.

Este livro trata principalmente da atitude consciente que o investigador de problemas deve adotar para descobrir alvos de fato enriquecedores.

“O melhor tiro é o que acerta o melhor alvo.”

Não espere o leitor encontrar aqui receitas mágicas para resolver seus problemas sem pensar. Pelo contrário, através de máximas e casos, o livro provoca intelectualmente o leitor, instiga sua mente e escancara seus olhos, convidando-o a jamais se colocar passivamente diante de seus desafios de mudança.

A maioria dos aforismos do livro vale não só para problemas empresariais, mas para qualquer problema, desde que o objeto sob investigação seja visto como um negócio no sentido latino do termo: negação do ócio (nego + otium).

 

 

A câmera e a pena de Alexandre Brandão.

A câmera e a pena

A Editora Cais Pharoux e a Blooks Livraria promoveram, no dia 7 de maio, o lançamento do livro “A câmera e a pena”, de Alexandre Brandão, contista e cronista mineiro, naturalizado carioca, que em seu terceiro livro se lança a narrativas mais longas: as novelas.

Na primeira, intitulada “Um pouco mais que um diretor”, o autor mostra o drama por trás do drama: um set de filmagem assolado pela guerra de egos, pelos vícios e vaidades de atores, diretores e colaboradores de um filme. E por um dilema inusitado: fazer o filme e destruir reputações ou preservar reputações, acabando com o filme.

A segunda novela, “Em torno de uma xícara de café”, entra no universo dos aspirantes a escritores e da amizade que comumente nasce entre eles a partir de seus afetos literários. Os cinco novos autores e amigos que se reúnem para submeter seus textos às críticas dos demais servem de pretexto para o virtuosismo de Alexandre Brandão, que cria em estilos e registros os mais diversos, numa interessante abordagem metalingüística da literatura e do fazer literário dos novos escritores.

 

 

Apresentação do livro VIBRATIO de Catarina Pereira por João Paulo Vaz

Vibratio

Por muito tempo, o desejo da mulher foi ameaça. O demônio no corpo. Todas as personagens destes dezenove contos, de uma forma ou de outra, fazem acordos com seus demônios.

A anos-luz das heroínas românticas, elas assumem seus desejos e vão à luta. São liberadas, sensuais, impulsivas. O tipo de mulher que a Inquisição gostava de queimar.

Feiticeiras pós-modernas, elas têm a visão clara ao ponto do distanciamento crítico, mas não se afastam da vibração do mundo, porque estão conectadas a ele pelo desejo. E a tensão entre a crítica e o desejo é constante.

Das descobertas da puberdade às mazelas da velhice, Vibratio retrata, com humor, sensibilidade e inteligência, a mulher pós-feminismo às voltas com seus impulsos, medos, contradições.

Sem fugir aos dramas de nossa época e sem concessão ao sentimentalismo fácil, a crítica afiada, a ironia, a lucidez implacável de Catarina Pereira revelam o cotidiano feminino atual com precisão demolidora.

Preciso é também o texto. Nenhuma imagem supérflua, nenhum adereço. A elegância do estilo de Catarina Pereira mora na síntese. Veloz, ágil, ela nos faz vibrar no seu ritmo.

Editora Cais Pharoux estréia com dois lançamentos

Com um nome que resgata a memória do velho cais da Praça XV, ponto vital do Rio de Janeiro do século XIX, a editora Cais Pharoux chegou ao mercado editorial com duas obras de ficção inéditas, ‘Sexmaster 5 e outras histórias’, de João Paulo Vaz (contos) e “Cristalina”, de Monique Chveid (infantil).

Capa do livro Sexmaster 5 e outras histórias

“Sexmaster 5 e outras histórias” é o terceiro livro de contos de João Paulo Vaz, cujo livro anterior, “A mão do chefe”, recebeu o Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana em 2004. Entre os contos de “Sexmaster 5 e outras histórias”, estão os três contos que venceram, em 2005, o Concurso Josué Guimarães, da Universidade de Passo Fundo. Em “Sexmaster”, o autor divide os 23 contos em quatro “planos de fuga”, blocos que compartilham uma mesma forma de abordagem das trajetórias de escape ao cotidiano engendradas pelos personagens - do amor, do humor, da construção do herói (o masculino), e de ataque, fuga e rendição.

“Os protagonistas dos contos de João Paulo Vaz são meninos, homens (principalmente) e até criaturas pós-humanas, ligadas a surpreendentes máquinas de prazer, mas ainda assim feitos de carne, sangue e sonhos. Alguns contos doem: Alice (espectral e incomunicável) entre as ferragens; o pedalar extenuante Na ciclovia, logo depois d' O dia em que ela foi embora. Outros assustam. No que se transformarão as relações humanas num mundo cada vez mais interligado pela tecnologia e, paradoxalmente, mais individualista?”, pergunta a escritora Catarina Pereira no texto da orelha de ‘Sexmaster 5 e outras histórias’.

Capa do livro Cristalina

Monique Chveid estréia na literatura infantil com “Cristalina”, nome de uma gotinha de chuva cujas aventuras a criança acompanha, vivenciando assim a circulação da água pelo meio ambiente, em seus diversos estados físicos. O projeto gráfico e as ilustrações de “Cristalina” fazem dela uma obra encantadora, que os pequenos vão gostar de folhear e os pais, de ler para eles.